Conferência traz panorama de práticas museais nas Américas e Europa

Na noite de quinta-feira (22), aconteceu a segunda conferência do 5º Fórum Nacional de Museus que teve como tema Museus no século 21: práticas e ferramentas de desenvolvimento social.

A mesa foi composta por Margherita Sani (Rede da Organização de Museus Europeus – Network of European Museum Organisations – NEMO), Ivette Celi Piedra (Subsecretaria de Memória Social do Ministério da Cultura do Equador) e Dean Georges Phelus (Diretor de Programas Internacionais e Eventos da Aliança Americana de Museus-AAM – American Aliance of Museum), e, para coordenar os trabalhos, Eneida Rocha, Diretora de Fomento e Economia de Museus do Ibram.

Ivete Celi Piedra iniciou o diálogo falando das políticas públicas nacionais para a cultura e para o setor museal no Equador.  A representante do Ministério da Cultura daquele país latinoamericano mostrou um panorama histórico da construção das novas práticas de políticas, que, para ela, precisam abrir, dinamizar e democratizar o setor, trazendo o sujeito, e não mais o objeto, para o centro das discussões e assim, contribuir na construção de um povo mais cidadão.

Margherita Sani, da Itália, traçou um panorama do setor museal  na Europa contemporânea. Segundo a representante da NEMO – Network of European Museum Organisations (Rede da Organização de Museus Europeus ) – há uma forte tendência na Europa de um modelo que aplique a ideia de justiça social. Ela observa naquele continente que os museus possuem interesse em engajar o cidadão, seja com iniciativas educacionais ou com a inclusão de diversos setores no planejamento e na criação de projetos museais.

O Diretor de Programas Internacionais e Eventos da  AAM ( American Aliance of Museum), Dean Georges Phelus, discorreu sobre a evolução dos museus sociais nos Estados Unidos, que vêm mudando seu foco do objeto da coleção para o sujeito que a visita, exercendo assim uma função de utilidade pública e educando o cidadão. No entanto, os museus acabam por revelar somente a história e a perspectiva daqueles que estudam, pesquisam ou são patrocinados pela iniciativa privada. Phelus acredita que é por isso que o número de visitantes caiu nas últimas décadas. “Precisamos reconhecer  que nossos visitantes não são passivos no consumo da cultura e informação, mas eles têm a habilidade de discutir e dividir o que consomem em termos de conhecimento”, afirma o diretor da AAM. Para ele, esse processo gerou um fluxo de indivíduos mais participativos, também influenciados pelas novas mídias e o aumento do acesso da informação.