Pontos de Memória discutem rumos do programa

Pontos de Memória discutem rumos do programa

Cerca de 100 participantes, dentre representantes de Pontos de memórias, militantes da Museologia Social e interessados no tema reuniram-se nesta quarta-feira (21) no 5º Fórum Nacional de Museus para discutir os rumos do Programa Pontos de Memória.

A primeira mesa-redonda, que teve como objetivo fazer uma retrospectiva do Programa, desde seu início em 2009, contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Junior, da gerente de projetos da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Telma da Silva, e das historiadoras Cláudia Feijó, representante dos Pontos de Memória, e Marlúcia dos Santos, do Museu Vivo de São Bento, em Duque de Caxias (RJ), representante das iniciativas parceiras.

Em sua fala, a representante Cláudia Feijó destacou a importância de o Ibram continuar apoiando a consolidação das redes de Pontos de Memória e a oferta de oficinas de qualificação. Também enfatizou que a ampliação do Programa deve ser feita por meio de um comitê gestor, de modo que seja garantida a construção coletiva.

Na ocasião, José do Nascimento Junior reafirmou o compromisso do Ibram com a democratização do direito à memória e falou sobre a necessidade de ampliação do programa. “O campo da memória é um campo de disputa. Se o direito à memória estivesse garantido essa plenária não existiria. Nós sempre tivemos a perspectiva da ampliação do programa e vamos fazer isso de forma conjunta com vocês”, disse. Ele lembrou também que o edital do segundo Prêmio Pontos de Memória foi lançado essa semana e que irá premiar 60 iniciativas de memória social.

Num segundo momento, a mesa que debateu as perspectivas do programa foi composta pelo diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram, Cícero de Almeida, representante dos Pontos de Memória premiados no edital, Suzenalson Kanindé, do Museu dos Kanindé, (Ceará), e do representante das redes de Pontos de Memória, João Paulo Vieira.

Entre as questões colocadas, foi destacada a concretização da Carta das Redes de Pontos de Memória e Iniciativas de Memória e Museologia Social, que dispõe de propostas voltadas para fomento, financiamento e sustentabilidade, qualificação e articulação em rede. O documento foi apontado como primeiro passo para a construção coletiva da política pública de memória voltada para as comunidades e grupos sociais do país.

Leia aqui a moção de apoio à resistência da Aldeia Urbana Maracanã feita durante a reunião.

Atualizada em 17/12/2012.