Painéis trazem debates teóricos para a realidade cotidiana dos museus

Painéis trazem debates teóricos para a realidade cotidiana dos museus

“Museus tradicionais e museus comunitários não se excluem; eles devem é coexistir e dialogar, trocar aprendizados”. A fala do diretor do Museu da Maré, no Rio de Janeiro (RJ), uma das experiências de museologia social mais bem-sucedidas do Brasil, foi feita durante um dos quatro painéis que tiveram lugar no 5º Fórum Nacional de Museus nesta terça-feira (20).

Luiz Antônio de Oliveira debatia o tema “Museu e Desenvolvimento Humano: Narrativas Múltiplas” com a diretora do Museo de las Escuelas, de Buenos Aires (Argentina), Silvia Alderoqui.

Divididos entre a programação da terça-feira (20) e da quinta-feira (22), os painéis do 5º FNM, oito no total, funcionam como desdobramento das linhas de discussão estabelecidas nas conferências do evento, e têm como objetivo aproximar a discussão acadêmico-científica à dinâmica das atividades dos museus e às estratégias de atuação dos gestores de museus.

“O que estaremos comemorando nos 50 anos da Mesa Redonda de Santiago/Chile?” foi a pergunta provocadora de outro painel , que contou com a participação do diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram, Cícero Almeida; do pesquisador Manuel Gándara Vázquez, do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH); e da professora Maria Cristina Oliveira Bruno, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).

“É difícil prever, mas é significativo que após 40 anos os preceitos da Mesa de Santiago sejam hoje inspiradores de políticas de governo no Brasil. Isso certamente direciona tendências para os próximos 10 anos”, disse o diretor do DPMUS/Ibram.

No painel “A importância das informações para a construção das Políticas Públicas Culturais”, a coordenadora-geral de Sistemas de Informações Museais do Ibram, Rose Miranda, falou sobre ferramentas como o Cadastro Nacional de Museus e as publicações Museus em Números e Guia dos Museus Brasileiros.

O tema foi debatido com o diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do MinC, Américo Córdula, e o economista Leandro Valiati, que abordaram a importância dos indicadores culturais e a cadeia produtiva dos museus.

No quarto encontro da primeira rodada de painéis, a diretora de Cultura de Alta Grácia (Argentina), Adelina Coda, a diretora da Casa e Memorial Chico Mendes (Xapuri-AC), Elenira Mendes, e o gerente executivo de Resgate da Identidade Cultural da Secretaria de Cultura da Paraíba, Noaldo Ribeiro, refletiram sobre os museus como agentes de memória, identidade e projetos políticos.

A programação prossegue nesta quinta-feira (22) com outros quatro painéis temáticos. Veja a programação completa aqui.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Tiago Silva