Sobre a Mesa de Santiago do Chile

A 5º edição do Fórum Nacional de Museus, com o tema “40 anos da Mesa Redonda de Santiago do Chile: entre o idealismo e a contemporaneidade”, propõe-se voltar ao debate da Mesa Redonda de Santiago do Chile, realizada pela UNESCO em 1972, considerada um marco de profundas transformações ocorridas no campo da museologia com repercussões sobre o papel dos museus como agentes de inclusão cultural, de afirmação da identidade de grupos sociais, de reconhecimento da diversidade e de desenvolvimento econômico.

Há 40 anos, a maioria dos países latino-americanos passava por enfrentamentos políticos em busca do reestabelecimento de suas democracias, uma vez que vivenciavam regimes ditatoriais. Nesse contexto, repensando o direcionamento dos museus, um grupo de profissionais e estudiosos envolvidos com a temática decidiu rediscutir as instituições museológicas da América Latina.

Conhecido como “Mesa-Redonda de Santiago”, o encontro que aconteceu no Chile entre os dias 20 e 31 de maio de 1972 a pedido da Unesco e organizado pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), lançou o desafio de pensar o museu como uma instituição a serviço da sociedade, com elementos que lhe permite participar na formação da consciência da comunidade da qual é parte integrante.

O documento resultante do encontro ressalta a importância dos museus no mundo contemporâneo, sua contribuição para os planos educativos e de desenvolvimento social, configurando-se em um marco da museologia social e em referência para as políticas públicas na América Latina, marcando o avanço da área de museus na região em termos de institucionalização e de cooperação.