Conferência discute desdobramentos da Mesa-Redonda de Santiago

Conferência discute desdobramentos da Mesa-Redonda de Santiago

A primeira conferência do 5º Fórum Nacional de Museus aconteceu na noite desta terça-feira (20) e teve como tema “40 anos da Mesa Redonda de Santiago/Chile (1972) – Entre o idealismo e a contemporaneidade”.

Coordenada por Antônio Carlos Pinto Vieira, presidente da Associação Brasileira de Museologia, a mesa foi composta por Paula Assunção dos Santos, Maria Célia Teixeira de Moura Santos e Tereza Scheiner.

Presidente do Movimento Internacional para a Nova Museologia (MINOM), Paula Assunção abriu o diálogo contextualizando a Mesa de Santiago, considerado o primeiro encontro do Icom feito na América Latina, em espanhol, com um tema escolhido por latinoamericanos.

Assunção lembrou que, mesmo de pequeno porte – participaram 12 diretores de museus – o encontro ressoa até hoje e a cada dia tem novos desdobramentos. Para ela, a Mesa de Santiago, pela primeira vez, semeou um espírito transformador na área. A vice-presidente do MINOM finalizou dizendo que a tendência é que a sociedade se aproprie cada vez mais desses espaços museais, mesmo que eles relutem.

Diretora de Museus da Secretaria de Cultura da Bahia, a professora doutora Maria Célia Santos, reforçou que a construção da museologia é um processo, e que o Fórum Nacional de Museus é uma consequência do trabalho de toda a comunidade museológica.

Em sua fala, a diretora pontuou os legados da Mesa de Santiago e ressaltou que não podemos esquecer que a vitalidade do campo museal, na contemporaneidade, é decorrente do lastro construído e sedimentado ao longo dos anos, para cujo êxito a Mesa-Redonda colaborou de forma significativa.

Vice-presidente do Conselho Internacional de Museus (Icom), Tereza Scheiner encerrou a conferência com um panorama da trajetória da museologia social a partir de 1972 e dos desdobramentos do encontro para o Brasil e para o mundo. Ela afirmou que a Carta de Santiago ensinou e ensina ao mundo que é a partir dos seus profissionais que os museus devem se abrir para a sociedade.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Tiago Silva