Comunicações coordenadas mostram criatividade no cotidiano dos museus

Comunicações coordenadas mostram criatividade no cotidiano dos museus

Educação museal com foco em deficientes visuais no Rio de Janeiro, curadoria participativa em São Paulo, um “RPG museal” sobre temática indígena no Paraná, rastreamento de objetos museais via rádio frequência em Minas Gerais, utilização de patrimônio paleontológico na educação infantil em Belém e até um Museu das Coisas Banais no Rio Grande do Sul.

A variedade dos temas nos pôsteres em exposição no 6º FNM expressa o tema escolhido para o evento: Museus Criativos. As comunicações coordenadas nesta modalidade trazem resumos de pesquisas, trabalhos ou relatos de experiências em desenvolvimento ou já finalizados, acadêmicos ou não, selecionados por meio de chamada pública.

São 30 pôsteres no total, expostos em espaço de ampla circulação do público que participa do 6º Fórum Nacional de Museus. A exposição e a troca de experiências sobre temáticas pertinentes ao tema do 6º FNM também têm espaço garantido nas apresentações orais programadas entre os dias 25 e 27.

A experiência da

A experiência do Casa das Onze Janelas: Íris Santos e Milena Claudino

Na quarta-feira (26), foram apresentadas, por exemplo, experiências educativas vistas e vividas em lugares como Distrito Federal, São Paulo e Pará.

O trabalho desenvolvido pelo Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, localizado em Belém, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), ano passado, apresentou a experiência de 23 estudantes com deficiência que tiveram oficinas de pintura e foram capazes de produzir autorretratos.

“Os trabalhos foram objeto de exposição no museu, com direito à abertura e cobertura de imprensa, assim como acontece com outros artistas,” explica Íris Santos, da Casa das Onze Janelas.

Memórias das margens
Já Vinicius Carvalho Pereira apresentou trabalho a partir de projeto final do curso de museologia da Universidade de Brasília (UnB), cujo título é A Casa da Memória Viva da Ceilândia e as ações de preservação da cultura local.

Wellington Pedro também integra um dos painéis do FNM 2014

Wellington Pedro também integra um dos painéis do FNM 2014

O museólogo discorreu sobre a iniciativa de um professor da rede de ensino do Distrito Federal, Manoel Jevan, que há 21 anos se dedica a manter viva a história daqueles que largaram suas cidades de origem para ir ao Planalto Central construir Brasília e, depois, foram considerados invasores da cidade.

“Ele distribui até hoje questionários para conhecer essas pessoas e mantém em sua casa um museu para contar a história dos pioneiros construtores de Brasília”, contou Vinicius Pereira.

Wellington Pedro da Silva, do Ponto de Memória do Museu do Taquaril, localizado em Belo Horizonte (MG), apresentou o trabalho Memória e Linguagem: uma análise semiótica dos processos expositivos de Pontos de Memória.

Ele comparou experiências de três pontos de memória (de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre) e concluiu que, em comum entre eles, existe uma criação de identidade territorial, reproduzida a partir do que escolhem contar e das exposições que escolhem do pensamento local.

O mineiro também integra um dos painéis de hoje (27), com o tema Reflexões sobre a gestão participativa/compartilhada das políticas públicas para a cultura e a memória no Brasil. Saiba quais trabalhos estão sendo apresentados.